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Erros de sobrenome comuns em documentos antigos

Erros de sobrenome eram comuns quando os navios chegavam aos Portos brasileiros, e os imigrantes faziam aquelas imensas fila para se cadastrarem nos livros de chegadas.

Afinal, milhares de imigrantes desembarcavam diariamente nos portos brasileiros.

Funcionários dos Portos anotavam o nome e sobrenome dos imigrantes que numa fila imensa, apresentavam o passaporte.

E os imigrantes que não apresentavam o passaporte porque os havia perdido durante a viagem, apenas declaravam seus nomes, sobrenomes, de onde vinham etc.

Quando eles apenas declaravam estas informações, nem sempre o funcionário brasileiro entendia o idioma italiano e anotava conforme ouvia.

Dessa forma, muitos erros de sobrenome ocorreram, pois naquela avalanche de gente chegando, na correria para preencher aqueles cadastros, idiomas diferentes, pois eram italianos, espanhóis, portugueses, alemães, etc.

E podemos imaginar também que os funcionários brasileiros que os recebiam, podiam ter pouca instrução escolar.

Essa era a realidade daquele momento!

Muito se falava e pouco se entendia, e o que se ouvia, se escrevia!

Erros de sobrenome no Caso “Graveto”

Erros de sobrenome comuns em documentos antigos

Giovanni, um italiano ansioso e feliz por estar chegando a terras que lhe prometiam dar-lhe trabalho e fartura, temia um dia ser obrigado a ter que voltar para seu país de origem.

Por conta desta incerteza, ao responder sobre seu nome e sobrenome ao funcionário do Porto, conhecendo algumas palavras em português, lhe veio a resposta que lhe garantiria sua permanência no Brasil: Meu nome é Giovanni “Gravetto”.

Os anos se passaram e todos seus familiares carregaram o sobrenome “Graveto”.

E com o passar das gerações, acabou virando “Gravedo, Cravedo, Cravedi, etc”.

A família toda sabia que eram descendentes de italianos.

Nas reuniões familiares eram contadas as histórias dos imigrantes, da vida na Itália, de costumes que ficaram.

Tudo provava a descendência, menos o sobrenome, que nada tinha de italiano.

Medo da deportação

Este caso chegou a meu escritório!

Me reuni com alguns familiares, ouvi todas as informações que sabiam, e assim fiquei com aquele enigma para resolver.

Qual o verdadeiro sobrenome desta família????

Casos como esse, acabam virando um desafio para nós.

Temos que usar todos os recursos possíveis e buscar alguns que nem imaginávamos que pudesse existir.

Demoramos um bom tempo neste processo.

Depois de resolvido, os próprios familiares me disseram que estavam desacreditando em meu trabalho e até na própria história familiar.

Chegaram a achar que o trisavô, nem italiano era e que tudo não passava de lenda.

“Graveto”, nada mais era que Gravi!!!

Muitos arquivos em igrejas, cemitérios, delegacias, enfim, usamos mil recursos para tentar desvendar o sobrenome desta família.

Tivemos que provar judicialmente, argumentando sobre toda a história da imigração e suas razões inclusive sobre o medo da deportação ao seu país de origem, para que hoje a família pudesse usar seu sobrenome verdadeiro.

Estas histórias normalmente acabam resgatando e unindo as famílias, pois afinal, somos a soma e resultado de tudo que eles viveram.